out 29 2017

Orna Donath: “O instinto materno não existe”

Via El País

Publicado em 29 de outubro 2018 - 2A socióloga israelense Orna Donath sabia que estava colocando o dedo numa ferida quando ousou perguntar a um grupo de mães se elas se arrependiam de ter tido filhos. Mas nunca imaginou que iria provocar uma polêmica global que não dá sinais de trégua. Seu livro Regretting Motherhood (“arrependendo-se da maternidade”, inédito no Brasil) reúne depoimentos de 23 mulheres que sem dúvida amam seus filhos, mas, se pudessem decidir agora, sabendo o que a maternidade significa e implica, optariam por não tê-los. A tese de fundo que Donath desenvolve é que às mulheres precisam trilhar um caminho pré-determinado; que, apesar de se supor que decidimos ser mães livremente, a pressão social para ter filhos é enorme, e o resultado é que algumas acabam se arrependendo.

Donath é uma mulher jovem (40 anos), miúda e amável, que trabalha há anos na Universidade Ben-Gurion do Neguev, em Beerseba (Israel), pesquisando a maternidade e o papel das mulheres na sociedade. Vive num subúrbio de Tel Aviv e é uma feminista que já trabalhou com mulheres vítimas de abusos. Por sua maneira de encarar a vida, lembra os milhares de jovens israelenses cosmopolitas que pouco têm a ver com as minorias ultrarreligiosas e nacionalistas que condicionam o futuro de um país em eterno conflito com os palestinos. Sua luta é outra. Em 2008, cansada de ser advertida no trabalho que um dia se arrependeria de não querer ter filhos, Donath se lançou à pesquisa que fez dela o rosto global das mães arrependidas. Seu atrevimento com um tema altamente espinhoso lhe proporcionou fama e reconhecimento internacional, mas também acusações e insultos desumanos. Donath parece ter despertado alguma fera.

Pergunta. Já lhe chamaram que tudo…

Resposta. Já me chamaram de menina mimada, narcisista e egoísta por não querer ter filhos. Tem gente que escreveu comentários nas redes sociais dizendo que sem filhos eu seria uma mulher vazia, uma velha solitária rodeada de gatos.

P. Seu livro se centra no arrependimento materno. Ficar se lamentando serve de alguma coisa?

R. Sim. Do ponto de vista pessoal é importante. Reconhecer o que se passa com você alivia. Se você sofre e não sabe identificar o que acontece, pode acabar culpando os filhos em vez de culpar a circunstância de ser mãe. As pessoas costumam dizer: enterre seus sentimentos e siga em frente, mas acho que reconhecer as emoções pode ser um alívio. Do ponto de vista social, o fato de as mulheres reconhecerem seu arrependimento pode ser um sinal de alerta para que se deixe de pressioná-las a serem mães, de vender a ideia de que a maternidade vai valer a pena para cada uma delas. Pode ser que as mulheres sejam biologicamente iguais entre si, mas somos diferentes uma das outras. Algumas querem ser mães, e outras não.

P. Você entrevistou 23 mulheres para o seu livro, uma amostra diminuta, a qual não convém extrapolar. Até que ponto você calcula que seja difundido o arrependimento maternal?

R. Nunca saberemos. Certamente não afeta a maioria das mulheres, mas é mais comum do que pensamos. Na Alemanha fizeram recentemente uma pesquisa em que 8% das participantes diziam se arrepender. Mas mesmo que fossem só as 23 mulheres que entrevistei, já valeria o debate social.

P. Por que acredita que seu trabalho fez tanto barulho?

R. Porque há uma percepção de que este debate é perigoso para o Estado e para a ordem social, que estabelece que a essência das mulheres na vida é serem mães. E eu proponho que é possível não ser mãe e também ser e depois se arrepender. O problema é que não há um roteiro alternativo. As pessoas não conseguem imaginar outras opções porque a imaginação está tomada por um discurso único, segundo o qual para ser feliz é preciso ter filhos. Eu não digo que a vida sem filhos será perfeita. Pode ser uma vida difícil, mas suficientemente boa.

P. A polêmica na Alemanha [onde o livro foi lançado inicialmente] foi descomunal.

R. Sim, foi uma grande surpresa. Meu plano era publicar primeiro o livro em Israel, mas, por causa de uma entrevista que saiu na Alemanha, há um ano e meio um debate fortíssimo surgiu por lá. É curioso que tenhamos a imagem da Alemanha como um país onde as mulheres não têm por que serem mães se não quiserem, mas a realidade social é muito mais complexa. Lá fui abordada por jovens que me disseram se sentir pressionadas para serem mães. Pode ser que na Alemanha seja frequente não ter filhos, mas há uma hierarquia social entre ser mãe e não ser. A pressão não é tão evidente como em Israel, mas, cutucando um pouco, ela existe.

P. É muito difícil decidir ser mãe ou não se você não tem como saber de antemão como vai se sentir depois que seu filho nascer.

R. É verdade. É uma aposta que se pode ganhar ou perder. O problema é que a sociedade promete a todas as mulheres que ganharão sendo mães, as empurram garantindo a vitória.

P. É possível que uma determinada etapa da maternidade seja mais difícil, mas que os sentimentos mudem à medida que as crianças cresçam.

R. No meu estudo participaram avós que ainda se arrependem. Pode ser que a relação mude, mas no fundo elas sabem que não desejam tê-la. Ser mãe é uma maneira de estar no mundo; mesmo que os filhos se tornem independentes, você sempre os tem na cabeça.

P. Existe o instinto maternal?

R. Não necessariamente. Tratamos, de fato, de proteger a vida do bebê, o alimentamos, é uma criatura indefesa, mas isso não precisa ser equivalente a instinto maternal. E, em todo caso, se existisse, não seria domínio exclusivo das mulheres. Os casais gays que adotam filhos são uma prova evidente.

P. Na sua opinião, por que a maternidade é supervalorizada?

R. Parece que o parto, a amamentação e a criação têm de ser experiências maravilhosas. A maternidade é uma relação humana como qualquer outra, não o reino mítico que vendem. Quando a experiência materna não é tão maravilhosa quanto se supõe que deveria ser, muitas mulheres se sentem monstros. Reduzir as expectativas faria com que se considerassem menos culpadas. É como o amor, nem sempre é cor de rosa.

P. Frequentemente é difícil ficar satisfeita quando a divisão de tarefas em casa é desigual e as jornadas de trabalho são intermináveis. Até que ponto as condições podem contribuir para o arrependimento?

R. As condições são importantes, mas não explicam tudo. Há muitas mães que têm de tudo: tempo, dinheiro…, e mesmo assim se arrependem de serem mães. Eu mesma, ainda que tivesse as condições ideais, ainda que fosse milionária, não iria querer ter filhos, e ponto.

P. Sim, mas quando as condições são hostis, muitas jogam a toalha, renunciam às suas carreiras profissionais para se dedicar à maternidade. Com o tempo, essa decisão gera uma enorme frustração.

R. Mas é que, para mim, não é uma questão de mães versus carreira profissional. Nem todas as mulheres desejam ter uma carreira profissional. Pede-se a elas que sejam a mãe perfeita ou que sejam como um homem, uma grande profissional, mas há muitas identidades de mulheres, que não querem ser mães nem ter sucesso profissional. Desejo viver numa sociedade em que eu possa não ser mãe e ir para minha casa depois do trabalho para ficar atirando aviõezinhos de papel. Não tenho por que ser doutora nem escritora. Não quero que o importante seja o que eu faço, e sim o que eu sou.

P. As mulheres são mais preparadas para cuidar?

R. Não. Não tem nada a ver com a natureza, é uma questão política. Há mulheres incapazes de cuidar de alguém, e o contrário, mas nos venderam que é uma questão de sexo. Os homens podem cuidar muito bem, mas para a sociedade este sistema é muito útil. Nós fazemos tudo sem ganhar nada, enquanto que eles ganham dinheiro, viajam e entram e saem do cuidado dos filhos quando bem entendem.

Não se trata, insiste Donath, na defensiva, de posições hostis ou viscerais, que alguns pretendem endossar. “Olha, frequentemente me interpretam mal. Dão a impressão de que meus estudos são propaganda contra a maternidade ou as crianças, e isso é falso. Há mulheres que querem ser mães e ficam satisfeitas com isso, mas eu gostaria que tivessem mais liberdade para decidir.”

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out 29 2017

Resgate da verdade

Via Facebook do Dr. Olympio Sotto Maior Neto

Publicado em 29 de outubro 2018

No próximo dia 27 de novembro, às 19:00 horas, no Museu Oscar Niemeyer, haverá a entrega à sociedade paranaense do relatório final da Comissão Estadual da Verdade – Teresa Urban, que investigou as graves violações aos direitos humanos ocorridas no Estado do Paraná no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988.
Estão todos convidados !

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out 29 2017

Dona Flor, por Paloma Jorge Amado

 

Dona Flor - Jorge Amado e NacibQuando o livro Dona Flor e seus dois maridos foi escrito, eu era uma mocinha prestes a fazer 15 anos. Morávamos há poucos anos na Casa do Rio Vermelho. Papai estava entusiasmadíssimo com a história que imaginara, dava gosto ver como chegava cedo à máquina, colocada em mesa de armar na varanda. Ficava lá até a hora do almoço, às vezes datilografando com seus dois dedos, às vezes parado pensando, a ponta da haste dos óculos na boca, às vezes coçando Nacib, o gato siamês que servia de peso de papel. Não tinha coragem de acordá-lo para tirar debaixo dele alguma folha que precisava, esperava com paciência e alegria. Depois do almoço a sesta era pequena, voltava para revisar o que escrevera cedo, fazia muitíssimas correções com uma caneta Futura preta. Mamãe dizia que quando estava bem ilegível, ele entregava para ela passar a limpo. Éramos, ela e eu (que assumi o serviço depois que ela virou escritora e não teve mais tempo) capazes de entender os garranchos espremidos entre as linhas. Naqueles idos, ambas as máquinas eram manuais, e mamãe datilografava com carbono, tirando 5 cópias em papel finíssimo. A xerox e outras modernidades não existiam ainda. Mais adiante, mamãe passou para a máquina elétrica e depois para o computador, sempre datilografando ligeiríssimo e com os dez dedos. Papai, até o fim da vida, se manteve fiel à sua maquininha manual, a seus dois dedos e… datilografando rapidíssimo ele também (gostava de apostar com ela quem terminava primeiro)!

Dona Flor - Deus é GordoAs cópias eram para fazermos a revisão, o trabalho da noite. Papai lia em voz alta, nós acompanhávamos com as cópias carbonadas. Dona Flor foi o primeiro livro que me foi permitido revisar. Entrar naquela roda foi uma maravilha, e a roda (tio James, tia Luiza, mamãe e João) era ampliada com a presença do pintor Floriano Teixeira, que fazia as ilustrações. Eu acho que esta tarefa me fez ter uma intimidade especial pelo livro da moça com dois amores. No meu aniversário, entre os presentes especiais que recebi (de meu pai foi o lindo exemplar das Obras Completas de Garcia Lorca, da Aguillar, encadernado em couro, papel bíblia!) estava uma pasta com os estudos de Floriano para os personagens. Uma verdadeira maravilha, onde se pode ver a imagem de Deus, gordo como disse Vadinho ao retornar.

Tanta falação para expressar todo o amor profundo que tenho por esse livro. Então, quando em 1976, já grávida de Cecília, minha segunda filha (cineasta), soube que Bruno Barreto ia filmar Dona Flor, fiquei feliz e apreensiva. Não temia por Sonia Braga, que já conhecia desde a novela Gabriela, tinha e tenho até hoje total confiança em seu talento e competência. Filme pronto, que beleza! Gostei muito. Papai que não era de elogiar, nem mesmo de ir ver no cinema para não dizer o que achou, comentou: É uma deliciosa comédia italiana, leve e engraçada. Isto dito por ele, pode acreditar, era um elogio.

Ao vender seus livros para adaptações, sempre deixava claro que ele era o autor do livro, não do filme, peça teatral ou musical. Considerava que toda a adaptação é uma recriação e que o autor do livro não pode querer se encontrar inteiramente nela. Acho que com isso se defendia, e não querer ver era o medo de se aborrecer. O filme foi o sucesso que se sabe.

Acredito que foi a partir dele que uma versão americana foi feita, em 86, sem compra de direitos. Entramos na Justiça, é claro, e ganhamos. O filme se chamou Kiss me goodbye (Meu adorável fantasma, no Brasil) e tinha Sally Field como dona Flor (que virou Kay Villano) e mais James Caan e Jeff Bridges. Eu assisti e não gostei. Vi também dois espetáculos de teatro no exterior: um na off Brodway, outro em Paris. Fracos ambos, mas engraçados. É sempre curioso ver o olhar do estrangeiro distantesobre uma obra que nos é tão próxima.

Dona Flor ainda foi fazer novela, com Giulia Gam, Marco Nanini e Edson Celulari. Giulia Gam me surpreendeu, uma bela Dona Flor, o Nanini foi o que se esperava, esplêndido e o Edson Celulari seguiu a linha do Wilker e fez de Vadinho um malandro carioca. Nada contra, como diria papai, foi a adaptação do diretor.

Papai já tinha morrido, quando Marcelo Faria nos procurou para comprar os direitos para uma adaptação teatral. Mamãe ficou bem feliz. Marcelo é filho de Kátia Ashkar, minha amiga de infância, filha de amigos queridos de meus pais. Antes de apresentar a peça, veio nos ver na Bahia. Chapéu Panamá, queria saber de mamãe se deveria ou não se mostrar de frente inteiramente nu no palco.

Dona Flor - Atores

— Claro, meu filho! Se você é o Vadinho, aja como Vadinho. Depois, um pedaço de rapaz lindo como você, vai ser sucesso garantido.

E foi. Assisti duas vezes com Carol Castro como Dona Flor e Duda Ribeiro como Teodoro. Ambos muito bem. Marcelo fez um Vadinho bem baiano, a direção de Pedro Vasconcelos foi impecável. Eu gostei muito, contei tintim por tintim para mamãe, pois ela já não saía de casa.

Segunda-feira passada fui ao Shopping Barra (aqui de Salvador), assistir ao filme Dona Flor, a nova versão feita pela dupla Pedrinho e Marcelo, agora com Leandro Hassum de doutor Teodoro e Juliana Paz como Dona Flor. Meu querido Duda Ribeiro já estava bem doente, mas participou como um dos amigos de Vadinho. O filme é em sua homenagem, e eu adorei isso. A produção demorou, o dinheiro curto como sempre, empecilhos grandes, que já não surpreendem a quem faz cultura no Brasil. Tenho que confessar que tinha minhas dúvidas a moça Juliana fazendo dona Flor. Tive medo de ser sexy demais… enfim. Ai que grande bobagem a minha. Faço aqui a Mea culpa, quero entregar a mão à palmatória e a cara a tapa (e não sou masoquista não): Juliana Paz está impecável. Perfeita! Encho minha boca para dizer que ela é a minha dona Flor. Menina, que atriz você é!

Eu gostei demais do filme. Não é uma imitação do outro, muito pelo contrário, Pedro Vasconcelos conseguiu várias soluções bem distintas para problemas de adaptação e eu curti todas. O filme é mais amoroso, mais envolvente. Será que papai diria que parece uma comédia italiana? Talvez, mas tem um visgo baiano, um cheiro de dendê, uma estripulia, uma vadiagem, que saiu direto do romance. Eu adorei!

Nos primeiros dias de novembro o filme estará nos cinemas do Brasil. Recomendo recomendadíssimo. Preparem-se para rir com Leandro, para se perder com Marcelo, e para morrer de amor por Juliana Paz.

Bom domingo a todos! Vamos ao cinema!

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abr 23 2017

Escola de Recife admite erro em divulgação de aula sobre nazismo

Via PLETZ – 

estrela-de-davi-23-04-17Em reunião com a Federação Israelita de Pernambuco (FIPE), o diretor e o advogado da Escola Santa Emília, em Recife, admitiram que a instituição errou na maneira como foi divulgado na web o conteúdo de uma aula sobre regimes totalitários – com bandeiras nazistas penduradas na classe – e reiteraram que “não houve em momento algum a intenção de fazer apologia ao nazismo”.

No encontro, foi acordado que alunos e professores de história da escola visitarão a Sinagoga Kahal Zur Israel, para conhecer mais sobre o judaísmo, antissemitismo e, em particular, o Holocausto (veja abaixo Nota Conjunta).

“Eles concordaram que a forma como a aula foi veiculada em seu site foi infeliz. Mas não foram claros em reconhecer que a metodologia consistiu em um erro”, afirmou o coordenador de comunicação da FIPE Jáder Tachlitsky.

“O principal me pareceu a abertura da escola em ter o tema trabalhado por nós, de forma que possamos interagir com os alunos, apreendermos o que realmente ficou como aprendizado e a possibilidade de educá-los de forma mais consistente a respeito do tema”, completou.

Também participaram do encontro a presidente da FIPE, Sonia Sette, e Sérgio Ludmer.

Leia abaixo o texto da nota conjunta:

Nota de Esclarecimento

A Escola Santa Emília e a Federação Israelita de Pernambuco, em reunião realizada na data de hoje, vêm a público informar que foram prestados todos os esclarecimentos necessários para que não restassem dúvidas a respeito do posicionamento da escola em relação aos fatos recentes.

Além disso, foi firmada uma parceria pedagógica para que os alunos da instituição possam ter a oportunidade de conhecer sobre a cultura judaica com o intuito de acrescentar aprendizagem à sua experiência. Essa visita tornará mais unida a visão de respeito ao ser humano, acreditada por ambas as instituições.

Recife, 17 de abril de 2017

Escola Santa Emília – Unidade Cordeiro

Federação Israelita de Pernambuco

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abr 23 2017

Curitiba do alto: exposição sobre a capital abre segunda etapa com fotos inéditas

Via hashtagcuritiba – 

curitiba-do-alto-guilherme-pupo

Já está em exposição segunda série da mostra “Curitiba Aérea” do fotojornalista Guilherme Pupo, na galeria do Park Gourmet, no ParkShoppingBarigüi. São registros inéditos, feitos a bordo de um helicóptero, que retratam as ruas e paisagens da capital paranaense. A exposição é gratuita e está aberta para visitação durante o horário de funcionamento do shopping.

As imagens valorizam detalhes que passam despercebidos pelos curitibanos, desde elementos arquitetônicos aos grafismos urbanos, que dão vida à cidade. “Essas fotos ilustram as belezas icônicas da capital através de um olhar único”, explica a gerente de marketing do ParkShoppingBarigüi, Silvia Pires Omairy.

Nesta sequência de imagens, os painéis mostram desde um skyline de Curitiba até os principais pontos turísticos, como o Museu Oscar Niemeyer, Jardim Botânico e Largo da Ordem, além de detalhes do Velódromo e da praça Generoso Marques.

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abr 23 2017

Artista deixou que usassem seu corpo como um objeto durante 6 horas

Via Historias com Valor – 

marina-abramovic-institute

A artista Marina Abramovic acaba de lançar um de seus materiais mais controversos, chamado Ritmo 0. O trabalho foi realizado em 1974, no pequeno estúdio Mora em Nápoles, Itália. As fotografias dessa forma de arte têm chocado o mundo inteiro. Descubra o por quê!

O trabalho era simples: Abramovic permaneceria imóvel, como se fosse um objeto inanimado, durante um período de 6 horas. Durante esse tempo, os participantes e os visitantes poderiam interagir com o corpo da artista, e usar 72 objetos que estavam em uma mesa próxima.

Na mesa, a artista colocou a seguinte mensagem:

Instruções:

– Existem 72 itens na mesa e pode usá-los como quiserem em mim.
– Premissa: Eu sou um objeto. Durante este período, eu assumo toda a responsabilidade pelo que acontecer.
– Duração: 6 horas (20:00-02h00)

Havia objetos de prazer, como penas, paus de seda, flores, água.. e outros de destruição como facas, correntes ou uma pistola com balas. Tudo começou timidamente. Alguém se aproximou para a decorar com flores, amarrá-la com uma corda a um outro objeto, fazer cócegas…

Em seguida, eles a mudaram de posição…

O público usou correntes e a encharcou com água, e quando ela continha suas reações, as pessoas aumentavam a intensidade. O crítico de arte Thomas McEvilley, que participou do evento, lembra como a violência escalou rapidamente. “Tudo começou humildemente. Alguém deu a volta. Alguém levantou seus braços no ar… alguém a tocou intimamente…”

Mas, em seguida, um homem usou uma lâmina de barbear para fazer um corte em seu pescoço, e outra escolheu usar os espinhos de uma rosa para arranhar sua barriga.

“Na terceira hora, cortaram suas roupas com uma lâmina de barbear. Na quartas, as mesmas lâminas começaram a ferir sua pele. Várias agressões sexuais menores foram realizadas, mas ela estava tão comprometida com o trabalho que teria resistido a um estupro ou até ao seu próprio assassinato”, explica McEvilley.

Na verdade, lhe apontou uma arma carregada em seu pescoço.

Nas últimas horas, o desempenho tornou-se ainda mais assustador.

“Eu fui estuprada”, lembra Abramovic. “Cortaram minhas roupas e fiquei parcialmente despida, me batiam com os espinhos de uma rosa em meu estômago”. O resultado?

Este trabalho artístico provou a rapidez com que a violência contra os outros se intensifica quando as circunstâncias são favoráveis para os seus praticantes.

Depois de seis horas após o experimento, Abramovic passeou pela sala, mas os participantes evitaram olhar para o rosto dela. As pessoas se comportaram com uma certa normalidade, como se esquecessem a sua agressão contra ela.

“Esse trabalho revela algo terrível sobre a humanidade. Isso mostra o quão rápido uma pessoa pode ferir em circunstâncias favoráveis. Mostra como é fácil desumanizar uma pessoa que não luta, que não se defende. Ele mostra que, se você fornecer o cenário, a maioria das pessoas aparentemente “normais” pode se tornar verdadeiramente violenta”.

Certamente um trabalho controverso mas interessante e esclarecedor. Isso nos faz pensar sobre o quão violentos os humanos podem ser, quando não são julgados. Assustador, não é?

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abr 21 2017

Por que sedativo prestes a vencer faz Estado americano correr para executar presos

Via G! – 

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Decisão da Suprema Corte dos EUA abriu caminho para a primeira execução no Arkansas em 12 anos.

O Estado do Arkansas, nos EUA, realizou na quinta-feira, 20, sua primeira execução em 12 anos.
O cumprimento da sentença de morte de Ledell Lee, condenado por assassinato, faz parte dos esforços das autoridades locais executar oito presos em um período de 11 dias.

O plano se deve ao fato de que o estoque de uma das três substâncias utilizadas nas injeções letais, o sedativo midazolam, vence no próximo dia 30 – é muito difícil adquirir o produto por causa da recusa da indústria farmacêutica em fornecê-lo para esse fim.

A medida do Estado provocou polêmica e foi parar nos tribunais – as três primeiras execuções acabaram canceladas devido a decisões judiciais.

A morte de Lee aconteceu após a Suprema Corte dos EUA rejeitar, por 5 a 4, um recurso dos presos argumentando que o Arkansas estava acelerando injustamente os processos, o que seria uma “punição cruel e atípica”.

As batalhas judiciais se estenderam até poucas horas depois de Lee ter recusado sua última refeição – no lugar, ele pediu para receber a comunhão.

Quase no último momento, o obstáculo legal foi removido e Lee foi executado. Ele foi declarado morto às 23h56 (horário local), quatro minutos antes do mandado que determinava sua morte expirar.

Ele estava no corredor da morte havia mais de 20 anos, após ser condenado por espancar Debra Reese até a morte com uma chave de roda em 1993.

Em outra decisão, o Supremo Tribunal do Estado também revogou a sentença de uma instância inferior que havia proibido o uso do brometo de vecurônio, outra substância usada nas injeções letais.

A McKesson Corporation, que fornecia a droga, acusou o Departamento de Justiça do Arkansas de não ter dito que planejava usar a substância em execuções.

Como muitos Estados dos EUA, o Arkansas tem lutado para conseguir as drogas das quais precisa para executar as penas.

Exames de DNA

A advogada de Lee, Nina Morrison, criticou o cronograma do Estado, dizendo que negaram a seu cliente “a oportunidade de realizar testes de DNA que pudessem provar sua inocência”.

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abr 21 2017

Suprema Corte da Rússia bane Testemunhas de Jeová do país

Via BBC – 

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A Suprema Corte da Rússia decidiu, nesta quinta-feira, banir a religião Testemunhas de Jeová do país.

Segundo a decisão, a denominação foi considerada uma “organização extremista”, que agora terá de entregar todas as suas propriedades para o Estado – são pelo menos 395 templos espalhados pelo território russo.

Qualquer tipo de prática da religião a partir de agora também será criminalizada.

A Suprema Corte da Rússia decidiu, nesta quinta-feira, banir a religião Testemunhas de Jeová do país.

Segundo a decisão, a denominação foi considerada uma “organização extremista”, que agora terá de entregar todas as suas propriedades para o Estado – são pelo menos 395 templos espalhados pelo território russo.

O procurador de Justiça Svetlana Borisova, um dos autores da ação, disse à agência de notícias Interfazas que as Testemunhas de Jeová representam “uma ameaça aos direitos dos cidadãos, à ordem pública e à segurança pública”.

Borisova também afirmou que a oposição dos adeptos dessa religião a se submeterem a transfusões de sangue viola as leis russas de saúde.

Representantes das Testemunhas de Jeová já disseram que tentarão apelar da decisão junto à Corte Europeia dos Direitos Humanos.

A religião foi fundada nos Estados Unidos no fim do século 19 e, durante o regime de Josef Stálin na União Soviética, foi proibida por lá – milhares de seguidores acabaram enviados para a Sibéria à época.

Seus integrantes são conhecidos por sua pregação de porta em porta e pela rejeição ao serviço militar e a transfusões de sangue.

Briga na Justiça

Quando o caso começou a ser julgado, na quarta-feira, advogados que representavam o movimento apresentaram um recurso argumentando que os seguidores da religião eram vítimas de repressão política e que a ação da Procuradoria era “ilegal”.

O procurador de Justiça afirmou, por sua vez, que as atividades das Testemunhas de Jeová violavam “a lei russa de combate ao extremismo” e que seus panfletos incitavam o ódio contra outros grupos.

Qualquer tipo de prática da religião a partir de agora também será criminalizada.

Um deles, segundo a correspondente da BBC Sarah Rainsford, citava o romancista Leon Tolstói ao descrever a doutrina da Igreja Ortodoxa Russa como superstição e feitiçaria.

Já Yaroslav Sivulsky, representante das Testemunhas de Jeová, respondeu que o movimento não tem nada relacionado ao extremismo e disse que, em todos os casos que foram parar na Justiça, seus argumentos nunca foram ouvidos.

“Eu jamais pensaria que isso seria possível na Rússia moderna, onde a Constituição garante liberdade de prática religiosa.”

Estima-se que 175 mil pessoas sigam a religião agora proibida no país.

Segunda proibição

O regime de Stálin baniu não só as Testemunhas de Jeová, mas também outras religiões cristãs. A proibição só foi revogada pela Rússia em 1991.

Nos últimos anos, porém, o governo foi endurecendo suas atitudes em relação ao movimento, Em 2004, um grupo foi banido após acusações que envolviam recrutar crianças e proibir fiéis de aceitar assistência médica.

Segundo o grupo de direitos humanos Sova, uma “campanha oficial repressiva” tem sido conduzida contra a religião há anos, e muitos de seus membros teriam sido atacados fisicamente.

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abr 20 2017

2º encontro de veículos antigos em Irati

Via José Nascimento –

encontro-de-veiculos-antigos-irati

O feriado em Irati, vai ser movimentado.
Até domingo,o pessoal que gosta de carro antigo, vai ser reunir no Parque Aquático de Irati, num grande encontro regional.
Além de levar a “charanga” numa grande mostra, o participante ainda ajuda a entidades da cidade – a entrada é um quilo de alimento, para a Provopar e para Casa de Apoio a Pessoas com Câncer.
O embalo vai ficar por conta do Mosca, um cover do Rual Seixas e da Banda Orlandinho e os bonitões.
Quem precisar de mais informações pode ligar para o Nivaldo Negrão, no 042 9 99748513

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abr 20 2017

Cobra viciada em drogas passa por reabilitação na Austrália

Via o Globo –

cobra-viciada

RIO – Em meio a equipamentos e drogas encontrados em um local de produção de metanfetamina pela polícia australiana, a aparição de uma cobra de 1,8 metros surpreendeu os agentes. A píton demonstrava claros sinais de vício às drogas, o que ela provavelmente adquiriu absorvendo fumaças de drogas e partículas através da pele.

Depois de sete meses de tratamento, sob os cuidados de 14 prisioneiros em um programa de reabilitação, a píton “muito agressiva” é agora uma cobra com comportamento considerado normal.

O animal, cujo nome não foi revelado por “razões legais”, deverá ser entregue a novos donos assim que o processo judicial por tráfico de drogas envolvendo seus antigos proprietários for finalizado.

Segundo agentes policiais, alguns criminosos usam cobras venenosas para proteger drogas e armas escondidas.

No programa de reabilitação em Sidney, detentos cuidam também de outros 250 animais, incluindo cangurus, gambás e pássaros. A equipe do Complexo Penitenciário de John Morony já cuidou também de outros répteis apreendidos durante operações policiais.

Para o diretor da unidade, Ivan Calder, o programa de serviços ambientais, que existe há mais de 20 anos, ajuda também a reabilitar os humanos.

“O que vemos com os homens em nosso cuidado na aproximação aos animais é que isto os torna mais calmos e os humaniza”, disse Calder ao site da BBC.

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