abr 17 2017

Escola registra ocorrência contra universitária por apologia ao nazismo durante estágio

Por Luís Eduardo Gomes/ Sul 21- via FI

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Foto: Maia Rubim/Sul21

Um caso de apologia ao nazismo pegou de surpresa uma das mais antigas escolas públicas de Porto Alegre. Há cerca de três semanas, o Colégio Estadual Paula Soares, localizado ao lado do Palácio Piratini, no Centro, recebeu uma estudante de Filosofia da PUCRS para participar das aulas da disciplina na escola como parte de seu estágio acadêmico obrigatório.

De acordo com a diretora da escola, Jenecy Terezinha Godois Segala, como a estudante se mostrou tímida em seu primeiro dia, a professora titular da matéria, após apresentá-la para uma turma do 3º ano do Ensino Médio, a deixou sozinha com os adolescentes. No entanto, cerca de dez minutos depois, um grupo de alunos teria subido à sala da direção para relatar que a estagiária, nesse período, teria os estimulado a fazer a saudação nazista, com o braço direito levantado, em sala de aula e agredido uma aluna.

Segundo a diretora, os relatos dos estudantes, confirmados pela própria universitária, dão conta de que ela, ao ficar sozinha com os jovens, se declarou nazista e disse que gostaria que, toda vez que entrasse na sala, fosse recebida com a saudação que faz alusão a Hitler. Inicialmente, a turma teria levado a situação na brincadeira. Logo em seguida, porém, ela teria puxado uma aluna pela orelha e dado tapas nela porque a jovem teria se recusado a ficar de pé para falar em sala de aula.

Jenecy conta que, após a intervenção dos alunos, a aula foi interrompida e a estagiária chamada para explicar a situação. “Ela não negou nada, confirmou. Disse que tem 30 e poucos anos e que foi criada assim pelo pai, que não sabia ser de outro jeito e que não sabia que não podia fazer isso”, diz a diretora, acrescentando que a mulher afirmou que o pai, um médico na cidade de Carazinho, costuma fazer referências ao nazismo em festas, por exemplo.

A diretora diz que uma ata foi feita, com o depoimento da estagiária. Nela, a mulher diz que, apesar de fazer apologia ao nazismo em sala de aula, não pretendia doutrinar os alunos “porque sabia que isso é errado”. “Quando eu estava escrevendo a ata, eu parava e ela ajudava com detalhes sórdidos dos dez minutos que passou com a turma”, diz.

Ela afirma ainda que a escola procurou a faculdade de Filosofia da PUCRS após o incidente e cancelou o estágio na hora, ouvindo que ninguém no curso tinha ideia da situação. “Não sei como ela chegou no final do curso com essas ideias”, questiona Jenecy, que também procurou a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência sobre o incidente.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. O delegado Paulo César Jardim confirmou que está sendo investigada uma ocorrência de manifestação nazista por uma possível professora em sala de aula no Paula Soares, mas preferiu não entrar em detalhes.

Procurada, a PUCRS se manifestou através de sua assessoria de comunicação e disse que está analisando o caso e buscando mais informações, mas confirmou o ocorrido e que está colaborando com a escola Paula Soares. A estudante seria aluna do curso de licenciatura e já teria completado o bacharelado anteriormente. Ela própria se afastou da universidade após o incidente, segundo a PUCRS. A universidade diz que nenhuma decisão foi tomada ainda e que está resolvendo o caso internamente e de maneira pedagógica em razão de se tratar de uma questão delicada.

A reportagem não conseguiu contato com a orientação de estágios do curso de Filosofia. Também não foi possível localizar  a universitária.

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abr 17 2017

O vexame de cortar pela metade a ínfima verba para o Meio Ambiente

Por Paulo Moutinho e Raissa Guerra – Via El País –

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Foto: Reprodução/Daniel Dancer/Deep Ecology

Enquanto o país segue hipnotizado pelo escândalo Odebrecht, Governo Temer põe em risco o futuro

Enquanto o Brasil só tem olhos para a lista de políticos citados nas delações da Odebrecht, o setor ambiental do Brasil tem sofrido constantes ataques e retrocessos. Um deles veio a rebote do anúncio do Governo federal, há duas semanas, de um corte de R$ 58,2 bilhões nos gastos discricionários, ou seja, não obrigatórios, em seu orçamento, para atingir a meta fiscal deficitária de quase R$ 143 bilhões. O já combalido Ministério do Meio Ambiente (MMA) arcou com a assustadora redução de 53% do seu orçamento previsto, o que significa vê-lo despencar de R$ 964 milhões para R$ 446 milhões.

Considerando que o Ministério do Meio Ambiente já contava com apenas com 0,18% do orçamento da União, na prática, a Fazenda acabou buscando água num pote já quase seco. Os R$ 465 milhões economizados no MMA não fazem nem cócegas no problema fiscal, já que representa menos de 0,5% da meta projetada pelo governo.

Por outro lado, esse corte no orçamento, somado à pouquíssima atenção que a esfera central do Executivo dá à pasta, pode gerar impactos extremamente negativos para o clima e, por consequência, para a imagem e a economia do Brasil.

O MMA nunca contou com uma participação orçamentária avantajada. A média anual de 2009 para cá foi de meros 0,23% do orçamento da União. Com o corte sofrido, o orçamento do órgão cai para pífios 0,09% do total.

Nesse cenário, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, lançados no Brasil no encontro Rio +20, serão cumpridos? De onde sairão recursos para conter o novo pico de destruição da Amazônia e o desmatamento irregular no cerrado e nos demais biomas? Como o Brasil cumprirá seus compromissos de combate às mudanças climáticas, anunciados na Conferência de Paris, em 2015?

O mundo está de olho na retomada da derrubada da floresta amazônica. Sem recursos, é provável que a destruição de um dos maiores patrimônios dos brasileiros continue subindo, e a reputação do Brasil nesta área se esvaindo como fumaça.

Não controlar a derrubada da floresta ainda pode representar prejuízos à produção agrícola do país. A floresta atua como um sistema regional de irrigação gigante da agricultura, que fornece clima estável e chuva para o atual motor da economia brasileira. Sem floresta, não existirá agricultura pujante e mais difícil será a retomada do crescimento econômico no longo prazo.

Manter a engrenagem de preservação ambiental rodando é fundamental para o país. Essa área não suporta mais perder seus já insuficientes recursos, sob o risco de todos sofrerem com graves consequências do descuido num futuro próximo.

Contudo, a decisão tomada na semana passada e a análise do Orçamento dedicado à pasta nos últimos anos mostram o contrário. Todos os setores da sociedade brasileira, inclusive aqueles presentes em Brasília, precisam abandonar a visão que preservação ambiental é custo, não investimento. O corte orçamentário do MMA é mais do que um vexame para o país. Implicará num agravamento das já vexatórias taxas de destruição da Amazônia, do cerrado, da mata atlântica, do Pantanal, da caatinga, dos pampas. É beber gulosamente o último gole de água num deserto, sem pensar no longo caminho que ainda precisa percorrer.

Paulo Moutinho e Raissa Guerra são pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

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abr 16 2017

Casal sofre ataque homofóbico em bairro onde vai morar em Curitiba

Por Mariana Franco Ramos via Terra Notícias – 

Casal sofre ataque homofóbico em curitiba 16-04-17

Cerca de cem pessoas, entre amigos, parentes, vizinhos e lideranças LGBTs, realizaram na tarde deste sábado (15), na Praça Elias Abdo Bittar, em Curitiba (PR), um ato em apoio ao casal João Pedro Schonarth, de 29 anos, e Bruno Banzato, de 31. O local fica bem próximo à residência onde o jornalista e o servidor público federal irão morar a partir da semana que vem, no bairro Água Verde, e onde sofreram um ataque homofóbico dois dias atrás, de uma pessoa ainda não identificada.

Casados há sete anos, eles estão prestes a adotar uma criança e, por isso, decidiram se mudar para uma casa maior, que passa por reforma. Na manhã dessa última quinta-feira, um dos trabalhadores da obra percebeu que panfletos apócrifos tinham sido espalhados pelo condomínio, contendo o endereço da “baixaria” e frases preconceituosas. “Em breve, a sua rua será mais ‘alegre’ (…) Se fazem isso em público, imaginem o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos”, diziam alguns dos trechos.

Neste sábado, ao invés dos flyers, havia balões, bandeiras com as cores do arco-íris e cartazes com dizeres como “menos preconceito, mais amor”, “a rua vai ficar mais alegre, sim” e “não temos medo”. Os participantes fizeram uma ciranda, cantaram músicas, abraçaram o casal e, já no fim da mobilização, foram convidados pelos dois a acompanhá-los até a nova casa, para no futuro visitar e tomar com eles um café.

“As pessoas estão manifestando o outro lado. Se existe o ódio, existe o amor também, e ele é maior. Estamos sendo acolhidos. É isso que a população LGBT precisa, de acolhimento. Essas pessoas estão excluídas da sociedade. A homofobia é uma violência que machuca, que intimida e que mata. Por isso mesmo, precisa ser criminalizada. Há episódios de violência diariamente no nosso País e temos de evitar que outros sofram o que sofremos. O recado e a lição que fica é que como sociedade, se estivermos juntos, a gente cresce”, disse Schonarth.

O diretor-presidente da Aliança Nacional LGBT-I e secretário nacional da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, contou que tomou conhecimento recentemente de oito casos de discriminação em condomínios de Curitiba, mas que as vítimas não quiseram formalizar as denúncias, por medo de se expor. “Fiquei muito feliz, em meio a esse episódio triste, que eles tiveram essa coragem. Tenho certeza que irão ajudar muitas pessoas. Há uma porcentagem grande de gente que nos quer ver em guetos ou mesmo mortos”.

O próprio Reis lembrou que há 25 anos foi vítima de homofobia e que, na época, se sentiu amedrontado. “A gente não vai mais tolerar nenhum tipo de preconceito. O Supremo Tribunal Federal (STF) nos deu, por unanimidade, o direito de casar, de ter uma família. Não é um vizinho homofóbico ou frustrado, incomodado com a felicidade alheia, que vai nos tirar isso. O que não nos mata nos fortalece”, comentou.

O caso

No flyer distribuído pela região, havia ainda uma foto, mas de outro casal, desconhecido, abraçado. “Era uma montagem. O marceneiro chegou e encontrou a vizinha da frente lendo o panfleto. Vários foram espalhados por toda a quadra onde fica o condomínio. Ninguém viu nem sabe quem pode ter sido, mas imaginam que seja alguém que passou com o carro e jogou pela janela”, relatou o jornalista.

O casal já tinha passado por outro incidente no mesmo local, entretanto, na hora não pensou se tratar de um caso de discriminação. Na semana passada, um dos profissionais da obra achou o imóvel totalmente alagado. Os registros teriam sido abertos por um indivíduo que invadiu a residência, ligou uma mangueira na entrada do ar condicionado e deixou a água correndo a madrugada inteira no piso de madeira.

Ambos registraram boletim de ocorrência na recém-inaugurada Delegacia de Vulneráveis da cidade, que segue investigando o caso. O construtor também fez b.o. de dano ao patrimônio e à propriedade. O setor da polícia fica na Avenida Sete de Setembro, 2077, em Curitiba, e atende pelo telefone 0800 631121. Denúncias desse tipo também podem ser encaminhadas para o e-mail comissao.igualdaderacial@oabpr.org.br, pelo Disque 100 ou ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos ( www.direito.mppr.mp.br ).

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abr 16 2017

Com licença, mas eu não quero

Claudia-cronica-com-licença-16-04-17 1Com licença, mas eu não quero várias coisas. Como é difícil assistir o retrocesso que vivemos. Homofobia, racismo, machismo, sexismo, xenofobia etc… Não conhece a terminologia? Mas certamente você conhece as pencas gente assim. Coloque no google e depois navegue nas redes sociais. #dica Pegue o saco de vômito e repare o quanto as pessoas que se dizem de bem são nojentas.

Mário Sérgio Cortella, filósofo e paranaense, foi reto e direto. No ponto. “O contrário de machismo é inteligência”. Ufa! Dá um alívio grande, um suspiro que esvazia o pulmão. Machismo não se prende a uma questão de gênero. Homens e mulheres podem ser machistas. Infelizmente na mesma proporção. Que triste.

O machista canta de galo com mulher e ponto. Acha que a verdade é dele, a força física é argumento, faz e desfaz da mulher. Não quero ninguém assim me rodeando. Não quero nenhum tipo de relação. Posso ter conhecidos com essa atitude, mas jamais serão meus amigos. Não tem como negociar. Dou de cara com um desses e penso baixinho: fuja louca. Gente! Não tenho saco para gracinhas, cantadas imundas e ouvir teorias delirantes. Discussão comigo e unilateral. No mundo virtual a testosterona sobe e o palhaço me desanca. Ai que preguiça. Estou velha e intolerante para isso. É melhor deixar falando sozinho.

Intolerância! Tão abrangente.  Nela cabe toda a terminologia que citei no primeiro parágrafo. Gente que não gosta de gays, de raças, de nacionalidades e igualdade de gêneros. Gente que não gosta de si mesma. Destilam ódio. Disseminam ódio. Gente tóxica. Vão na missa, no culto, fazem doações e compram presentes fofos para crianças. Mas acham normal que moradores de ruas sejam incendiados. Que a tortura é necessária. Que os pobres deveriam ser exterminados. Com licença, mas não quero saber disso.

E que tal os fanáticos religiosos? Eu nunca vi um ateu batendo na porta e tentando converter alguém. Com licença, mas não quero. Não quero que me ditem regras. Já pensou que maravilha seria o mundo se todos seguissem os 10 Mandamentos? Seria de bom tom não matar, não roubar etc… Inclusive é mandamento não usar o nome Dele em vão. Fico pensando…. Gritar, então é pecado mortal? Sem ironias, sem gracinhas. Não é o objetivo da crônica. Mas colocar mais um mandamento proibindo misturar política e religião num Estado Laico, seria bacana. Ô se seria. Amém.

Não foi no primeiramente, então vai no finalmente. #ForaTemer Fora Temer! Fora tudo o que você significa. Usurpador de direitos. Machista, rei do conchavo, representante da política velha. Com licença, mas eu não quero ver meu país assim.

Você deve estar perguntando. E, afinal Claudia, o que você quer? Calma que eu respondo. Quero ser livre e feliz. Sem relações de ódio e ódio. Não é muito não, né?

Fui…

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abr 16 2017

As bundas de Havana, por Paloma Jorge Amado

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Desde a noite da Sexta-feira da Paixão que estou de volta à minha casinha em Salvador, para o regaço de meus gatos queridos, que não têm poupado carinhos, conversinhas de miaus, massagens em minha barriga (vovó Lalu chamava “fazer pão”). Sábado de Aleluia foi dia de almoço com Bete Capinan, para comer palmito assado, colocar papo em dia.
cronica-de domingo-paloma-exceções-as-bundas-de-havana 2Cuba continua presente, a cada instante me lembro um detalhe, um sorriso, uma música, um aspecto da cidade de Havana. Abrindo as malas, tiro as goiabeiras que comprei para meus netos, o boné de Guevara de Pablito, namorado de Cecília, os charutos de Beto, meu fiel escudeiro, que vai ser pai (de Clarinha) daqui a uns dias. Charuto também para Hugo e Romário, pai e avô de Hian, filhinho de minha afilhada Raiane.
Que gente decente e direita é esse povo cubano. Que orgulhosos são de sua resistência. Não vi vergonha, não vi racismo. Brancos, negros e mulatos, indistintamente sofrendo os mesmos sofrimentos, dançando as mesmas danças, amando e vivendo com muita dificuldade. Um orgulho em particular me chamou a atenção: as bundas das mulheres! São lindas, grandes, de várias formas e feitios. Quase todas exibidas em legs bem justos, roupa confortável e certamente fácil de encontrar na Ilha. Vi e fotografei de um tudo, sempre levantando meu polegar para ter o consentimento (respondido com sorrisos amáveis). Pensei em fazer um concurso, mas para que, não é mesmo? Sempre lembro de meu pai dizendo que esse negócio de o melhor, o mais bonito era besteira.
cronica-de domingo-paloma-exceções-as-bundas-de-havana 3Quando citei as bundas em outra crônica, meu amigo Gil pediu fotos e texto. Aí está, Gil. Dedico esta crônica a você e também a meu pai e meu dindo Carybé, apreciadores de uma bela bunda. E finalmente, a dedico a Nizan Guanaes, que ao conhecer meu pai, pensando que o escutaria falar de intelectualidades, o viu comentar com o compadre Carybé sobre a bunda de uma bela mulher.
Sei que o tema, atualmente, é tabu no Brasil. Desde a música de Rita Lee (que por ser mestiça de americano, é desprovida de ancas e glúteos redondos), em que diz nem toda brasileira ser bunda, que falar bem desta parte do corpo virou coisa feia. Mas creio que é uma compreensão errada da história. Ter bunda bonita é o mesmo que ter pernas, olhos, cabelos, braços bonitos. Darcy Ribeiro dizia a mamãe que ela tinha braços lindos, e papai morria de ciúmes! Vejam só. Brasileira é brasileira, bunda é bunda, e brasileira pode ter ou não bunda bonita.
Brasileira nunca vai ser uma bunda, mas não lhe negue o direito de ter uma e disso torná-la ainda mais bela. As que vou mostrar aqui são cubanas. Nem toda cubana tem bunda bonita, mas a maioria tem, e o povo de lá aprecia muito! E viva Cuba.

***
Aproveito este espaço para um esclarecimento:
Mais uma vez fazem circular uma crônica minha chamada “Odeio prepotência”. Eu a escrevi em abril de 2011, há 6 anos, portanto, quando vi o senador, a quem nela me refiro, tomar violentamente o gravador de um jornalista e quebrá-lo. Cada vez que este senhor faz algum desmando (e faz muitos…), minha crônica volta a circular, não por meu intermédio, mas dos que a leram, gostaram e copiaram. Muitos perguntam se é mesmo minha, se eu sou mesmo filha de meu pai. As respostas são:
A crônica foi escrita por mim e relata fatos acontecidos realmente com nossa família no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris. Eu sou filha do Jorge Amado, sim. Finalmente quero esclarecer que a frase final que circula junto com minha crônica: “Obs. O senador é fulano de tal”, não foi escrita por mim, e sim por quem quis deixar claro o nome do cidadão. Tenho cuidado com o meu estilo, e o dito senador não merecia que eu lhe citasse o nome.
Se quem for reproduzí-la achar necessário esclarecer com nome e sobrenome quem é o gajo, peço que o faça fora do meu texto. Obrigada.

Boa Páscoa a todos, um bom renascer com gosto de chocolate.

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abr 14 2017

Charge do Marco Jacobsen

Charge Jacobsen 14-04-17

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abr 14 2017

Nem só a nudez é castigada: livro reúne fotos censuradas pelo Instagram

 

Via BBC

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17 2

O Instagram não censura apenas mamilos.

“Você não pode publicar fotos ou outros tipos de conteúdo que sugiram violência, nudez, nudez parcial, discriminação, atos ilegais, transgressões, ódio, pornografia ou sexo por meio do serviço”, diz o termo de uso da rede social.

“Se você vir algo que possa violar as nossas diretrizes, por favor colabore com a gente usando a opção de denúncia. Temos uma equipe internacional que analisa essas denúncias e age rapidamente para remover os conteúdos que violam nossas normas”, afirma outro trecho.

Mas para a modelo, fotógrafa e artista sueca Arvida Byström, essas regras estabelecem uma espécie de “censura moderna”.

Ao lado da artista digital porto-riquenha Molly Soda, Byström começou a coletar imagens vetadas pela rede social, fazendo uma convocação por meio da plataforma para que os usuários enviassem suas “imagens censuradas”.

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17Com o material compilado, elas publicaram o livro Pics or it didn’t happen: images banned from Instagram (“Se você não fotografou, não aconteceu: imagens banidas do Instagram”, em tradução livre).

“Não surpreendentemente, essas políticas (do Instagram) têm sido uma fonte de tensão e debate para muitas pessoas criativas que usam a rede social como uma forma de expressão pessoal”, diz o prefácio da publicação.

A maioria das imagens é de mulheres.

Algumas são artistas visuais em ascensão, como a canadense Petra Collins ou a argentina Amalia Ulman. Também se destacam a poeta indiana Rupi Kaur e a fotógrafa britânica Harley Weir.

O livro abrange uma variedade de temas – de fotos de menstruação até imagens de relações sexuais e nudes -, “desafiando os limites das normas das redes e convenções sociais “, acrescenta o prefácio.

Quando a BBC questionou o Instagram sobre a polêmica da censura de mamilos, a justificativa foi: “trata-se de encontrar um equilíbrio entre permitir que as pessoas se expressem de forma criativa e manter o Instagram como um ambiente divertido e seguro”.

Tanto Soda quanto Arvida ficaram conhecidas por meio do Tumblr, plataforma digital em que podem ser compartilhados todos os tipos de imagens.

“Há anos acompanho o trabalho de Arvida pela internet. Acho que ela tem um olhar muito bom para criar belas imagens e brinca sempre com a confusão, algo que eu amo”, disse Soda à revista digital Refinery29.

A jovem diz que foi “interessante” coletar as imagens proibidas pelo Instagram e conta que “não se surpreendeu tanto” pelo fato de haver tantas sobre mulheres.

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17 1“Os corpos femininos são mais sexualizados e mais propensos a serem censurados”, afirma.

Algumas imagens tratam dos pelos do corpo feminino e da aceitação ou rejeição a certos tipos de corpos em relação a outros.

A compilação aborda também temas relacionados a outros grupos, como transexuais e negros.

“O livro vai além do feminismo. É sobre a internet e sobre como a sociedade percebe os corpos e a maneira como regulamos isso”, afirmou Molly Soda ao jornal britânico The Independent.

“O feminismo é diferente para uma mulher negra, uma mulher gorda ou transexual. Este livro tenta destacar e entender essa ideia.”

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, entrou em contato com o Instagram, que se recusou a comentar a publicação.

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abr 13 2017

DIA DO BEIJO

Beijos banner

Hoje é o dia do beijo e não poderia ficar de fora da comemoração.
Então…. Lá vem história.
Conheci o cineasta Sílvio Tendler, bem no dia que ele havia visto no Museu da Imagem e do Som, um depoimento do meu tio João Wasilewski sobre o cinema de Irati. Pura coincidência. Ele esperava para falar com o Fábio Campana. Acho que o ano era 1989, e se surpreendeu quando fui chamada pelo meu sobrenome. De imediato começamos uma longa conversa sobre o Cine Theatro Central.
Tempos depois, toca meu telefone por volta da meia noite e era o Silvio: –  Menina, cheguei do cinema. Vá assistir Cinema Paradiso e depois me conte! Como sou curiosa e palpiteira compulsiva, lá fui eu. E também não seria maluca de não obedecer uma indicação do Sílvio.
Meus amigos, pela primeira e única vez na minha vida chorei no cinema. Não chorei de gotinha, de lencinho. Chorei copiosamente. O popular choro de pobre em velório. Justamente na cena final. Hoje achei no facebook da advogada Luciana Ribeiro.
Não chorem, só comemorem o dia de hoje.
BEIJOS!!!

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abr 09 2017

Na vila polaca, as casas são pintadas com flores coloridas

Via Nômades Digitais

Era uma vez, uma pequena aldeia polonesa chamada Zalipie. Em uma das casas, alguém resolveu pintar uma flor no teto para encobrir uma marca de fuligem causada pelo fogão. A ventilação era precária naquela época e manchas de fuligem eram uma visão comum na maioria das casas. Assim, pouco a pouco outras pessoas começaram a esconder as marcas com suas próprias flores até que cada casa foi coberta por elas.

Eventualmente, tudo na cidade foi coberto de flores, de casas a celeiros, de pontes a igrejas. Desde 1948, a cada primavera a vila realiza uma competição de pintura. O propósito original deste concurso era parte de um movimento para ajudar a Polônia a se recuperar psicologicamente das atrocidades que o país sofreu na Segunda Guerra Mundial.

Situada no sudeste da Polônia, a apenas 90 minutos de Cracóvia, esta vila maravilhosamente colorida é o local perfeito para quem procura uma viagem única e memorável.

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abr 09 2017

Cuba, por Paloma Jorge Amado

Paloma Cuba 09-04-17

 

Crônica de Havana ou
20 momentos de Havana e uma paixão desenfreada
(Parodiando meu padrinho poeta Pablo Neruda, em terras de meu outro poeta padrinho, Nicolás Guillén)
6 e 7 de abril de 2017

Pense!
A criatura abre os olhos cedinho de manhã, e o que vê pela varanda da cabine? Havana Vieja, meu povo! Pense na emoção tamanha! O mar escorre de meus olhos de Yemanjá, justo ao mirar sua casa caribenha, de Santería.

Momento 1: No navio e nos procedimentos de desembarque

Subimos para tomar café, e no grande restaurante bufê uma mesa é composta por cubanos, provavelmente oficiais da emigração, vigilância sanitária, etecétera e tal.
São convidados do navio para o breskfast, como de praxe. Dá gosto ver a quantidade de pratos bem servidos de croissants e pains au chocolat (de Jacques Pepin), arenques e salomãos defumados, queijos de todas as espécies, presuntos e embutidos, ovos fritos, mexidos e virados em omeletes bem recheadas, mingaus, salsichas e bacons crocantes, frutas de todas as qualidades… enfim, desayuno de responsa, para variar e enriquecer o paladar do dia a dia. A alegria é contagiante, tão diferente dos oficiais sisudos de quando chegamos aos Estados Unidos.
Descemos do navio, e ao chegar na alfândega mais alegria: a oficial que revista as pessoas que “apitam” ao passar na máquina (eu sei que quem apita é a máquina e não a pessoa… não seja exigente com quem está emocionada…) está com uma minissaia curtíssima e meias pretas rendadas. Faz poses de ensaio fotográfico sensual. Em seguida passa outra moça com indumentária parecida. Vejo que a meia rendada está na moda. Leia mais »

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