abr 20 2017

O jardim mágico de Roberta

Hoje a Juliana Brandt de Medici faz 11 anos. Eu ganho esse presente.

No jardim de Roberta tudo é magico
As flores quando desabrocham deixam os animais tontos
Mas não é só as flores e os animais
Mas sim as arvores
Que quando ela olham para a arvore
Que era enorme sempre tinha dez frutas
Então todo mundo que passava, caía direto no chão
Não sabiam se era por boa causa ou não
Porque na verdade aquele jardim não passava só de uma imaginação

a_002

 

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7500

abr 18 2017

Policiais Civis protestam e idade de aposentadoria pode cair para 55 anos

Do G1 –

policia-civil-protesto-camara-18-04-17 3

Foto: Facebook SIMPOL – SC

O relator do projeto que estabelece a reforma da Previdência Social, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmou nesta terça-feira (18) que a idade mínima para policiais civis e federais poderem se aposentar deverá ficar em 55 anos.

Inicialmente, o parecer de Maia sobre o projeto seria apresentado nesta terça à comissão especial que discute a reforma, mas a apresentação foi adiada para esta quarta (19).

Ao explicar a idade mínima para os policiais civis e federais, Arthur Maia informou que a ideia é, depois, vincular as categorias à idade mínima que vier a ser estabelecida para policiais militares e integrantes das Forças Armadas (o governo já informou que deverá enviar em maio a proposta de reforma da Previdência dos militares).

“Temos um caso muito próprio para os policiais. O que estamos tentando fazer um desenho é estabelecer agora já uma idade mínima. Não pode deixar de ter idade mínima. A idade mínima seria algo em torno de 55 anos, que é o mesmo que está valendo para as outras categorias”, afirmou Arthur Maia nesta terça.

Ele deu a informação após participar de uma reunião com um grupo de deputados e representantes das categorias.

“Agora, temos uma outra realidade e que os policiais, com uma certa razão, fazem questão, de fazer uma vinculação à PEC [proposta de emenda à Constituição] que vai tratar dos militares”, acrescentou.

A idade mínima

O texto original da reforma da Previdência previa idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar.

No caso de policiais civis e federais, Arthur Maia, porém, já havia reduzido a idade mínima das categorias para 60 anos, com 25 anos de contribuição, e 20 anos em “atividade de risco na respectiva categoria”.

Na tarde desta terça, um grupo de policiais invadiu uma das entradas do Congresso Nacional em ato contra a reforma da Previdência. Com o tumulto, vidros foram quebrados e a Polícia Legislativo reagiu com spray e bombas.

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7494

abr 18 2017

Ato de policiais civis termina em tumulto no Congresso Nacional

Do G1

policia-civil-protesto-camara-18-04-17 2

Foto: André Dusek / Estadão conteúdo

Policiais civis de vários estados e do Distrito Federal protestaram na tarde desta terça-feira (18), em Brasília, contra a proposta de reforma da Previdência. Durante o ato, um grupo de policiais tentou invadir a chapelaria do Congresso Nacional. Houve tumulto, e vidraças do prédio foram quebradas.

Imagens feitas pelo G1 no local mostram que a Polícia Legislativa usou spray de pimenta e bombas para dispersar o conflito. Segundo a Polícia Militar do DF, havia cerca de 1 mil policiais no gramado em frente à sede do Legislativo, no momento da confusão.

O tumulto começou quando parte dos manifestantes, carregando bandeiras da UPB, desceu até a chapelaria – rota de acesso de visitantes e parlamentares – e começou a bater nos vidros da Câmara. A polícia tentava bloquear a entrada, mas o grupo conseguiu quebrar os vidros e invadir.

Até as 16h, não havia registro de feridos. O G1 entrou em contato com a direção do Senado e da Polícia Civil, e aguardava retorno até a última atualização desta reportagem.

Ato na Esplanada

O ato em oposição à reforma da Previdência foi convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB), entidade que reúne mais de 30 associações e sindicatos de segurança pública do país. Segundo a organização do protesto, comboios das cinco regiões do país vieram a Brasília para as atividades.

Em nota divulgada à imprensa, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) afirma que a proposta em tramitação no Congresso é “uma ameaça à sociedade e resultará em uma polícia cada vez mais envelhecida nas ruas”.

Também em nota, a UPB afirma que o objetivo do protesto era pedir a retirada de um dos trechos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 – justamente o que retira a classificação de “atividade de risco” das categorias.

 A entidade aponta que, na prática, essa mudança elevaria o tempo mínimo de contribuição para a previdência desses profissionais, “que, comprovadamente, têm uma expectativa de vida inferior ao restante do funcionalismo público”.

Policiais civis fazem protesto em frente ao Congresso Nacional (Foto: Lucas C. Ribeiro/Sinpol-DF)

Foto: Lucas C. Ribeiro/Sinpol-DF

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7486

abr 17 2017

Escola registra ocorrência contra universitária por apologia ao nazismo durante estágio

Por Luís Eduardo Gomes/ Sul 21- via FI

nazismo-federação-israelita-porto-alegre-17-04-17

Foto: Maia Rubim/Sul21

Um caso de apologia ao nazismo pegou de surpresa uma das mais antigas escolas públicas de Porto Alegre. Há cerca de três semanas, o Colégio Estadual Paula Soares, localizado ao lado do Palácio Piratini, no Centro, recebeu uma estudante de Filosofia da PUCRS para participar das aulas da disciplina na escola como parte de seu estágio acadêmico obrigatório.

De acordo com a diretora da escola, Jenecy Terezinha Godois Segala, como a estudante se mostrou tímida em seu primeiro dia, a professora titular da matéria, após apresentá-la para uma turma do 3º ano do Ensino Médio, a deixou sozinha com os adolescentes. No entanto, cerca de dez minutos depois, um grupo de alunos teria subido à sala da direção para relatar que a estagiária, nesse período, teria os estimulado a fazer a saudação nazista, com o braço direito levantado, em sala de aula e agredido uma aluna.

Segundo a diretora, os relatos dos estudantes, confirmados pela própria universitária, dão conta de que ela, ao ficar sozinha com os jovens, se declarou nazista e disse que gostaria que, toda vez que entrasse na sala, fosse recebida com a saudação que faz alusão a Hitler. Inicialmente, a turma teria levado a situação na brincadeira. Logo em seguida, porém, ela teria puxado uma aluna pela orelha e dado tapas nela porque a jovem teria se recusado a ficar de pé para falar em sala de aula.

Jenecy conta que, após a intervenção dos alunos, a aula foi interrompida e a estagiária chamada para explicar a situação. “Ela não negou nada, confirmou. Disse que tem 30 e poucos anos e que foi criada assim pelo pai, que não sabia ser de outro jeito e que não sabia que não podia fazer isso”, diz a diretora, acrescentando que a mulher afirmou que o pai, um médico na cidade de Carazinho, costuma fazer referências ao nazismo em festas, por exemplo.

A diretora diz que uma ata foi feita, com o depoimento da estagiária. Nela, a mulher diz que, apesar de fazer apologia ao nazismo em sala de aula, não pretendia doutrinar os alunos “porque sabia que isso é errado”. “Quando eu estava escrevendo a ata, eu parava e ela ajudava com detalhes sórdidos dos dez minutos que passou com a turma”, diz.

Ela afirma ainda que a escola procurou a faculdade de Filosofia da PUCRS após o incidente e cancelou o estágio na hora, ouvindo que ninguém no curso tinha ideia da situação. “Não sei como ela chegou no final do curso com essas ideias”, questiona Jenecy, que também procurou a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência sobre o incidente.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. O delegado Paulo César Jardim confirmou que está sendo investigada uma ocorrência de manifestação nazista por uma possível professora em sala de aula no Paula Soares, mas preferiu não entrar em detalhes.

Procurada, a PUCRS se manifestou através de sua assessoria de comunicação e disse que está analisando o caso e buscando mais informações, mas confirmou o ocorrido e que está colaborando com a escola Paula Soares. A estudante seria aluna do curso de licenciatura e já teria completado o bacharelado anteriormente. Ela própria se afastou da universidade após o incidente, segundo a PUCRS. A universidade diz que nenhuma decisão foi tomada ainda e que está resolvendo o caso internamente e de maneira pedagógica em razão de se tratar de uma questão delicada.

A reportagem não conseguiu contato com a orientação de estágios do curso de Filosofia. Também não foi possível localizar  a universitária.

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7483

abr 17 2017

O vexame de cortar pela metade a ínfima verba para o Meio Ambiente

Por Paulo Moutinho e Raissa Guerra – Via El País –

corte-verba-meio-ambiente-17-04-17

Foto: Reprodução/Daniel Dancer/Deep Ecology

Enquanto o país segue hipnotizado pelo escândalo Odebrecht, Governo Temer põe em risco o futuro

Enquanto o Brasil só tem olhos para a lista de políticos citados nas delações da Odebrecht, o setor ambiental do Brasil tem sofrido constantes ataques e retrocessos. Um deles veio a rebote do anúncio do Governo federal, há duas semanas, de um corte de R$ 58,2 bilhões nos gastos discricionários, ou seja, não obrigatórios, em seu orçamento, para atingir a meta fiscal deficitária de quase R$ 143 bilhões. O já combalido Ministério do Meio Ambiente (MMA) arcou com a assustadora redução de 53% do seu orçamento previsto, o que significa vê-lo despencar de R$ 964 milhões para R$ 446 milhões.

Considerando que o Ministério do Meio Ambiente já contava com apenas com 0,18% do orçamento da União, na prática, a Fazenda acabou buscando água num pote já quase seco. Os R$ 465 milhões economizados no MMA não fazem nem cócegas no problema fiscal, já que representa menos de 0,5% da meta projetada pelo governo.

Por outro lado, esse corte no orçamento, somado à pouquíssima atenção que a esfera central do Executivo dá à pasta, pode gerar impactos extremamente negativos para o clima e, por consequência, para a imagem e a economia do Brasil.

O MMA nunca contou com uma participação orçamentária avantajada. A média anual de 2009 para cá foi de meros 0,23% do orçamento da União. Com o corte sofrido, o orçamento do órgão cai para pífios 0,09% do total.

Nesse cenário, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, lançados no Brasil no encontro Rio +20, serão cumpridos? De onde sairão recursos para conter o novo pico de destruição da Amazônia e o desmatamento irregular no cerrado e nos demais biomas? Como o Brasil cumprirá seus compromissos de combate às mudanças climáticas, anunciados na Conferência de Paris, em 2015?

O mundo está de olho na retomada da derrubada da floresta amazônica. Sem recursos, é provável que a destruição de um dos maiores patrimônios dos brasileiros continue subindo, e a reputação do Brasil nesta área se esvaindo como fumaça.

Não controlar a derrubada da floresta ainda pode representar prejuízos à produção agrícola do país. A floresta atua como um sistema regional de irrigação gigante da agricultura, que fornece clima estável e chuva para o atual motor da economia brasileira. Sem floresta, não existirá agricultura pujante e mais difícil será a retomada do crescimento econômico no longo prazo.

Manter a engrenagem de preservação ambiental rodando é fundamental para o país. Essa área não suporta mais perder seus já insuficientes recursos, sob o risco de todos sofrerem com graves consequências do descuido num futuro próximo.

Contudo, a decisão tomada na semana passada e a análise do Orçamento dedicado à pasta nos últimos anos mostram o contrário. Todos os setores da sociedade brasileira, inclusive aqueles presentes em Brasília, precisam abandonar a visão que preservação ambiental é custo, não investimento. O corte orçamentário do MMA é mais do que um vexame para o país. Implicará num agravamento das já vexatórias taxas de destruição da Amazônia, do cerrado, da mata atlântica, do Pantanal, da caatinga, dos pampas. É beber gulosamente o último gole de água num deserto, sem pensar no longo caminho que ainda precisa percorrer.

Paulo Moutinho e Raissa Guerra são pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7479

abr 16 2017

Casal sofre ataque homofóbico em bairro onde vai morar em Curitiba

Por Mariana Franco Ramos via Terra Notícias – 

Casal sofre ataque homofóbico em curitiba 16-04-17

Cerca de cem pessoas, entre amigos, parentes, vizinhos e lideranças LGBTs, realizaram na tarde deste sábado (15), na Praça Elias Abdo Bittar, em Curitiba (PR), um ato em apoio ao casal João Pedro Schonarth, de 29 anos, e Bruno Banzato, de 31. O local fica bem próximo à residência onde o jornalista e o servidor público federal irão morar a partir da semana que vem, no bairro Água Verde, e onde sofreram um ataque homofóbico dois dias atrás, de uma pessoa ainda não identificada.

Casados há sete anos, eles estão prestes a adotar uma criança e, por isso, decidiram se mudar para uma casa maior, que passa por reforma. Na manhã dessa última quinta-feira, um dos trabalhadores da obra percebeu que panfletos apócrifos tinham sido espalhados pelo condomínio, contendo o endereço da “baixaria” e frases preconceituosas. “Em breve, a sua rua será mais ‘alegre’ (…) Se fazem isso em público, imaginem o que fazem quando estão a sós ou com amigos mais próximos”, diziam alguns dos trechos.

Neste sábado, ao invés dos flyers, havia balões, bandeiras com as cores do arco-íris e cartazes com dizeres como “menos preconceito, mais amor”, “a rua vai ficar mais alegre, sim” e “não temos medo”. Os participantes fizeram uma ciranda, cantaram músicas, abraçaram o casal e, já no fim da mobilização, foram convidados pelos dois a acompanhá-los até a nova casa, para no futuro visitar e tomar com eles um café.

“As pessoas estão manifestando o outro lado. Se existe o ódio, existe o amor também, e ele é maior. Estamos sendo acolhidos. É isso que a população LGBT precisa, de acolhimento. Essas pessoas estão excluídas da sociedade. A homofobia é uma violência que machuca, que intimida e que mata. Por isso mesmo, precisa ser criminalizada. Há episódios de violência diariamente no nosso País e temos de evitar que outros sofram o que sofremos. O recado e a lição que fica é que como sociedade, se estivermos juntos, a gente cresce”, disse Schonarth.

O diretor-presidente da Aliança Nacional LGBT-I e secretário nacional da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, contou que tomou conhecimento recentemente de oito casos de discriminação em condomínios de Curitiba, mas que as vítimas não quiseram formalizar as denúncias, por medo de se expor. “Fiquei muito feliz, em meio a esse episódio triste, que eles tiveram essa coragem. Tenho certeza que irão ajudar muitas pessoas. Há uma porcentagem grande de gente que nos quer ver em guetos ou mesmo mortos”.

O próprio Reis lembrou que há 25 anos foi vítima de homofobia e que, na época, se sentiu amedrontado. “A gente não vai mais tolerar nenhum tipo de preconceito. O Supremo Tribunal Federal (STF) nos deu, por unanimidade, o direito de casar, de ter uma família. Não é um vizinho homofóbico ou frustrado, incomodado com a felicidade alheia, que vai nos tirar isso. O que não nos mata nos fortalece”, comentou.

O caso

No flyer distribuído pela região, havia ainda uma foto, mas de outro casal, desconhecido, abraçado. “Era uma montagem. O marceneiro chegou e encontrou a vizinha da frente lendo o panfleto. Vários foram espalhados por toda a quadra onde fica o condomínio. Ninguém viu nem sabe quem pode ter sido, mas imaginam que seja alguém que passou com o carro e jogou pela janela”, relatou o jornalista.

O casal já tinha passado por outro incidente no mesmo local, entretanto, na hora não pensou se tratar de um caso de discriminação. Na semana passada, um dos profissionais da obra achou o imóvel totalmente alagado. Os registros teriam sido abertos por um indivíduo que invadiu a residência, ligou uma mangueira na entrada do ar condicionado e deixou a água correndo a madrugada inteira no piso de madeira.

Ambos registraram boletim de ocorrência na recém-inaugurada Delegacia de Vulneráveis da cidade, que segue investigando o caso. O construtor também fez b.o. de dano ao patrimônio e à propriedade. O setor da polícia fica na Avenida Sete de Setembro, 2077, em Curitiba, e atende pelo telefone 0800 631121. Denúncias desse tipo também podem ser encaminhadas para o e-mail comissao.igualdaderacial@oabpr.org.br, pelo Disque 100 ou ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos ( www.direito.mppr.mp.br ).

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7473

abr 16 2017

Com licença, mas eu não quero

Claudia-cronica-com-licença-16-04-17 1Com licença, mas eu não quero várias coisas. Como é difícil assistir o retrocesso que vivemos. Homofobia, racismo, machismo, sexismo, xenofobia etc… Não conhece a terminologia? Mas certamente você conhece as pencas gente assim. Coloque no google e depois navegue nas redes sociais. #dica Pegue o saco de vômito e repare o quanto as pessoas que se dizem de bem são nojentas.

Mário Sérgio Cortella, filósofo e paranaense, foi reto e direto. No ponto. “O contrário de machismo é inteligência”. Ufa! Dá um alívio grande, um suspiro que esvazia o pulmão. Machismo não se prende a uma questão de gênero. Homens e mulheres podem ser machistas. Infelizmente na mesma proporção. Que triste.

O machista canta de galo com mulher e ponto. Acha que a verdade é dele, a força física é argumento, faz e desfaz da mulher. Não quero ninguém assim me rodeando. Não quero nenhum tipo de relação. Posso ter conhecidos com essa atitude, mas jamais serão meus amigos. Não tem como negociar. Dou de cara com um desses e penso baixinho: fuja louca. Gente! Não tenho saco para gracinhas, cantadas imundas e ouvir teorias delirantes. Discussão comigo e unilateral. No mundo virtual a testosterona sobe e o palhaço me desanca. Ai que preguiça. Estou velha e intolerante para isso. É melhor deixar falando sozinho.

Intolerância! Tão abrangente.  Nela cabe toda a terminologia que citei no primeiro parágrafo. Gente que não gosta de gays, de raças, de nacionalidades e igualdade de gêneros. Gente que não gosta de si mesma. Destilam ódio. Disseminam ódio. Gente tóxica. Vão na missa, no culto, fazem doações e compram presentes fofos para crianças. Mas acham normal que moradores de ruas sejam incendiados. Que a tortura é necessária. Que os pobres deveriam ser exterminados. Com licença, mas não quero saber disso.

E que tal os fanáticos religiosos? Eu nunca vi um ateu batendo na porta e tentando converter alguém. Com licença, mas não quero. Não quero que me ditem regras. Já pensou que maravilha seria o mundo se todos seguissem os 10 Mandamentos? Seria de bom tom não matar, não roubar etc… Inclusive é mandamento não usar o nome Dele em vão. Fico pensando…. Gritar, então é pecado mortal? Sem ironias, sem gracinhas. Não é o objetivo da crônica. Mas colocar mais um mandamento proibindo misturar política e religião num Estado Laico, seria bacana. Ô se seria. Amém.

Não foi no primeiramente, então vai no finalmente. #ForaTemer Fora Temer! Fora tudo o que você significa. Usurpador de direitos. Machista, rei do conchavo, representante da política velha. Com licença, mas eu não quero ver meu país assim.

Você deve estar perguntando. E, afinal Claudia, o que você quer? Calma que eu respondo. Quero ser livre e feliz. Sem relações de ódio e ódio. Não é muito não, né?

Fui…

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7468

abr 16 2017

As bundas de Havana, por Paloma Jorge Amado

cronica-de domingo-paloma-exceções-as-bundas-de-havana 1

Desde a noite da Sexta-feira da Paixão que estou de volta à minha casinha em Salvador, para o regaço de meus gatos queridos, que não têm poupado carinhos, conversinhas de miaus, massagens em minha barriga (vovó Lalu chamava “fazer pão”). Sábado de Aleluia foi dia de almoço com Bete Capinan, para comer palmito assado, colocar papo em dia.
cronica-de domingo-paloma-exceções-as-bundas-de-havana 2Cuba continua presente, a cada instante me lembro um detalhe, um sorriso, uma música, um aspecto da cidade de Havana. Abrindo as malas, tiro as goiabeiras que comprei para meus netos, o boné de Guevara de Pablito, namorado de Cecília, os charutos de Beto, meu fiel escudeiro, que vai ser pai (de Clarinha) daqui a uns dias. Charuto também para Hugo e Romário, pai e avô de Hian, filhinho de minha afilhada Raiane.
Que gente decente e direita é esse povo cubano. Que orgulhosos são de sua resistência. Não vi vergonha, não vi racismo. Brancos, negros e mulatos, indistintamente sofrendo os mesmos sofrimentos, dançando as mesmas danças, amando e vivendo com muita dificuldade. Um orgulho em particular me chamou a atenção: as bundas das mulheres! São lindas, grandes, de várias formas e feitios. Quase todas exibidas em legs bem justos, roupa confortável e certamente fácil de encontrar na Ilha. Vi e fotografei de um tudo, sempre levantando meu polegar para ter o consentimento (respondido com sorrisos amáveis). Pensei em fazer um concurso, mas para que, não é mesmo? Sempre lembro de meu pai dizendo que esse negócio de o melhor, o mais bonito era besteira.
cronica-de domingo-paloma-exceções-as-bundas-de-havana 3Quando citei as bundas em outra crônica, meu amigo Gil pediu fotos e texto. Aí está, Gil. Dedico esta crônica a você e também a meu pai e meu dindo Carybé, apreciadores de uma bela bunda. E finalmente, a dedico a Nizan Guanaes, que ao conhecer meu pai, pensando que o escutaria falar de intelectualidades, o viu comentar com o compadre Carybé sobre a bunda de uma bela mulher.
Sei que o tema, atualmente, é tabu no Brasil. Desde a música de Rita Lee (que por ser mestiça de americano, é desprovida de ancas e glúteos redondos), em que diz nem toda brasileira ser bunda, que falar bem desta parte do corpo virou coisa feia. Mas creio que é uma compreensão errada da história. Ter bunda bonita é o mesmo que ter pernas, olhos, cabelos, braços bonitos. Darcy Ribeiro dizia a mamãe que ela tinha braços lindos, e papai morria de ciúmes! Vejam só. Brasileira é brasileira, bunda é bunda, e brasileira pode ter ou não bunda bonita.
Brasileira nunca vai ser uma bunda, mas não lhe negue o direito de ter uma e disso torná-la ainda mais bela. As que vou mostrar aqui são cubanas. Nem toda cubana tem bunda bonita, mas a maioria tem, e o povo de lá aprecia muito! E viva Cuba.

***
Aproveito este espaço para um esclarecimento:
Mais uma vez fazem circular uma crônica minha chamada “Odeio prepotência”. Eu a escrevi em abril de 2011, há 6 anos, portanto, quando vi o senador, a quem nela me refiro, tomar violentamente o gravador de um jornalista e quebrá-lo. Cada vez que este senhor faz algum desmando (e faz muitos…), minha crônica volta a circular, não por meu intermédio, mas dos que a leram, gostaram e copiaram. Muitos perguntam se é mesmo minha, se eu sou mesmo filha de meu pai. As respostas são:
A crônica foi escrita por mim e relata fatos acontecidos realmente com nossa família no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris. Eu sou filha do Jorge Amado, sim. Finalmente quero esclarecer que a frase final que circula junto com minha crônica: “Obs. O senador é fulano de tal”, não foi escrita por mim, e sim por quem quis deixar claro o nome do cidadão. Tenho cuidado com o meu estilo, e o dito senador não merecia que eu lhe citasse o nome.
Se quem for reproduzí-la achar necessário esclarecer com nome e sobrenome quem é o gajo, peço que o faça fora do meu texto. Obrigada.

Boa Páscoa a todos, um bom renascer com gosto de chocolate.

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7454

abr 14 2017

Charge do Marco Jacobsen

Charge Jacobsen 14-04-17

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7450

abr 14 2017

Nem só a nudez é castigada: livro reúne fotos censuradas pelo Instagram

 

Via BBC

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17 2

O Instagram não censura apenas mamilos.

“Você não pode publicar fotos ou outros tipos de conteúdo que sugiram violência, nudez, nudez parcial, discriminação, atos ilegais, transgressões, ódio, pornografia ou sexo por meio do serviço”, diz o termo de uso da rede social.

“Se você vir algo que possa violar as nossas diretrizes, por favor colabore com a gente usando a opção de denúncia. Temos uma equipe internacional que analisa essas denúncias e age rapidamente para remover os conteúdos que violam nossas normas”, afirma outro trecho.

Mas para a modelo, fotógrafa e artista sueca Arvida Byström, essas regras estabelecem uma espécie de “censura moderna”.

Ao lado da artista digital porto-riquenha Molly Soda, Byström começou a coletar imagens vetadas pela rede social, fazendo uma convocação por meio da plataforma para que os usuários enviassem suas “imagens censuradas”.

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17Com o material compilado, elas publicaram o livro Pics or it didn’t happen: images banned from Instagram (“Se você não fotografou, não aconteceu: imagens banidas do Instagram”, em tradução livre).

“Não surpreendentemente, essas políticas (do Instagram) têm sido uma fonte de tensão e debate para muitas pessoas criativas que usam a rede social como uma forma de expressão pessoal”, diz o prefácio da publicação.

A maioria das imagens é de mulheres.

Algumas são artistas visuais em ascensão, como a canadense Petra Collins ou a argentina Amalia Ulman. Também se destacam a poeta indiana Rupi Kaur e a fotógrafa britânica Harley Weir.

O livro abrange uma variedade de temas – de fotos de menstruação até imagens de relações sexuais e nudes -, “desafiando os limites das normas das redes e convenções sociais “, acrescenta o prefácio.

Quando a BBC questionou o Instagram sobre a polêmica da censura de mamilos, a justificativa foi: “trata-se de encontrar um equilíbrio entre permitir que as pessoas se expressem de forma criativa e manter o Instagram como um ambiente divertido e seguro”.

Tanto Soda quanto Arvida ficaram conhecidas por meio do Tumblr, plataforma digital em que podem ser compartilhados todos os tipos de imagens.

“Há anos acompanho o trabalho de Arvida pela internet. Acho que ela tem um olhar muito bom para criar belas imagens e brinca sempre com a confusão, algo que eu amo”, disse Soda à revista digital Refinery29.

A jovem diz que foi “interessante” coletar as imagens proibidas pelo Instagram e conta que “não se surpreendeu tanto” pelo fato de haver tantas sobre mulheres.

O Instagram não censura apenas mamilos 14-04-17 1“Os corpos femininos são mais sexualizados e mais propensos a serem censurados”, afirma.

Algumas imagens tratam dos pelos do corpo feminino e da aceitação ou rejeição a certos tipos de corpos em relação a outros.

A compilação aborda também temas relacionados a outros grupos, como transexuais e negros.

“O livro vai além do feminismo. É sobre a internet e sobre como a sociedade percebe os corpos e a maneira como regulamos isso”, afirmou Molly Soda ao jornal britânico The Independent.

“O feminismo é diferente para uma mulher negra, uma mulher gorda ou transexual. Este livro tenta destacar e entender essa ideia.”

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, entrou em contato com o Instagram, que se recusou a comentar a publicação.

Link permanente para este artigo: http://www.claudiawas.com.br/?p=7442

Posts mais antigos «

» Posts mais novos